terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

...

Quero ouvir

O que já sei e o que não sei

De ti,

Pra não deixar se esvair a paixão,
que é melhor a ter,
que virar desilusão.

Que me quer

Por entre as casas,
me enamorando do sol,
fazendo o café e
sorrindo o sorriso puro dos que silenciam.

Na vida

Coisa igual ainda não viste.
Sentimento mais maluco este,
seguindo por caminhos tão tortuosos,
na imensidão destas estradas,
quero bem a sinuosa,

Contigo

Vou andando e descobrindo
O pior da solidão,
castigo e pressa
Passa por mim, mas não me leva. Pra sempre.

Quero ouvir de ti, que me quer na vida contigo pra sempre.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ONDE ESTÁ O SENSO?

Acabo de ver uma reportagem na tv que falava sobre a crise no oriente médio; aquela grande burrice.
Mas o oconcur da ignorância foi o presidente do iraque dizer algo como "Tem de haver um senso (CADÊ?). Nós não usamos nosso povo como escudo. As crianças deles (oposição) morrem aos montes, as nossas não, porque não fazemos isso".
Onde há o mínimo senso numa guerra? Onde há o "cuidar do ser humano" numa situação dessas, qual principal motivo de tantas mortes é o TOTAL DESRESPEITO uns com os outros? Será que Deus, Allah, Buda, Maomé gosta de ver isso? Foi pra matar ou morrer que Ele criou o ser humano, com sentimentos, com amor, com família e filhos? Ou o Senhor é mau, ou o homem ainda não teve a grandiosa oportunidade de saber o que é AMOR e FELICIDADE.
Protejo minhas crianças, mas acabo com as dos outros, problema deles. Grande integridade.
Como se o filho dos outros não fosse igual ao seu! Não tivesse pais, nem VIDA! 'Ah, matei uma criança'; mais ou menos como dizer 'ah matei uma mosca'. Sem escrúpulos!
É uma vergonha alguém dizer tamanha bobagem; e pior, continuar a gerriar.
Sabe, normalmente eu não me interesso muito por esses assuntos políticos, mas meu SENSO humanitário não me permitiu ser pacífica diante de um depoimento desses.

P.S. não quero nem saber da tal reforma ortográfica. Os acentos são úteis, portanto os uso, ok?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Alô você!


Alô de casa!
Hoje estou de folga 8)
Como é bom me sentir desocupada por um dia!
Acordei tarde, nem pensei em ir à academia, fiz a unha, depilação, e todas as outras tarefas que tinha de fazer mas não me restava tempo.
Uma delas foi a edição das fotos que minha gerente delicadamete sugeriu que tirasse dela.. (vai Marília, isso que dá ser metida a fotógrafa)
Bem, fazia um tempinho que não abria o photoshop pra fazer mágica. Vendo que tinha sucesso nos reparos, comecei a me empolgar cada vez mais. Click click click click que não acabava e conforme ia clicando, ia tensionado o lado direito do meu pescoço, pois se fica tão concentrado, que nem percebe o seu músculo indo pra cucuia. De tensão em tensão, acabei com uma puta dor no pescoço, (só de um lado, claro) que pra vira-lo tinha também de virar as costas, tipo torcicolo mesmo.
Aí, né, como estava de folga mesmo, tomei logo 2 relaxantes musculares.
Fica a dica: pra quê entorpecentes que relaxam (...) se existe dorflex?
Imagine uma pessoa acostumada com homeopatia a vida inteira, mandar 2 desses pra dentro, numa tacada só. Foi uma maravilha!
Pra ajudar, estou sem sofá em casa e no meu quarto não há tv. Estendi uns cobertores no chão, e por lá fiquei; mole, com os olhos quase fechando, meio adormecida, sem vontade de fazer nada, praticamente dopada.
Nem preciso dizer que hibernei, né minha gente?
Aí, acordando, lembro que tinha de fazer as unhas! Levanto (sob um esforço sobrenatural) e completo minha tarefa. Depois, voltei a doirmir; acordei só pra comer e sustentar o semivicio que é estar aqui, mas meus olhinhos já estão quase fechando.
Adivinha o que eu vou fazer agora?
Boa noite!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um sambinha..

Ah! Coração leviano
Podes Pensar,
Mas não me engano!
Pois não é só você
Que desse jeito se comporta,
Sei muito bem como é
Quando nada te importa
Me diz que não vai mais beber
Que cigarro nem quer mais
Mas essa ladainha toda, deixo pra trás
Diz que vai me amar
Pela vida toda,
Posso até gostar,
Mas não pense que estou a toa!
Esse papo de eterno
Esse papo de bacana
Só serve mesmo pra aumentar o ego meu,
Porque, irmão,
Não se pode enganar
Um coração igual ao teu!

Ontem me veio uma vaga lembrança daquela música do Paulinho da Viola (salve!) e me deu uma vontade de escrever meio que um samba..

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O aniversário


Ontem foi meu aniversário! Oba.
Nunca foi tão comum fazer aniversário.
Sempre no dia dezenove eu passava o dia inteiro pensando e ansiosamente esperando o dia seguinte chegar. Dormia tarde, porque ficava me revirando na cama com a idéia: já é meu aniversário! Já é meu aniversário! E sonhava sorrindo!
Parece coisa de primário, mas até ano passado eu era assim. Eu gosto de ter essa coisa de criança, uma alegria infantil, que se diverte com qualquer coisa.
Agora, não me vem dizer que estou ficando velha. Que meus aniversários serão assim pelo resto da minha vida!
Na madrugada do dia dezenove até pensei: já é meu aniversário. Mas estava tão cansada que foi pensar isso, e "capotar". Nem tive tempo de sorrir.
Acordo no dia vinte (meu aniversário, por fim!!) com minha mãe abrindo indelicadamente a porta do quarto, com a intenção de me acordar, dizendo: Ô Marília! Você não tem manicure hoje às oito e meia? Já são oito horas!
Levantei tentando entender por que raios fui marcar com aquela mulher justo esta hora! Corri, tomei um café rápido e fui. Passei a manhã inteira lá. Voltei, engoli o almoço e fui pro trabalho.
Opa! Ganhei uns 3 abraços de parabéns da minha família. - Obrigada. Pensava sonolenta e atrasada pro trabalho.
Chego lá e recebo os parabéns de várias pessoas. Vou trabalhar normalmente
- Que dia é hoje mesmo? - pergunto ao preencher a data numa ficha. - Ah! é dia vinte. Que cabeça!
No meio do expediente chega a mais inesperada das pessoas: meu pai.
Sim, porque pai é a última pessoa que você espera que te veja no seu aniversário. Pelo menos pra mim.
Com flores e um ursinho de pelúcia. Ok, eu não cresci pra ele. Obrigada.
- O quê? Ah.. me desculpa, mas eu não vou à um rodízio de carnes no sábado que vem comemorar. Pai, faz cinco anos que sou vegetariana!
- Mas é em comemoração dos aniversariantes de novembro da família! Seu avô, tio, prima..
- Não vou. Ou outro restaurante, ou a ausência da Marília.
- Ah.. Bem, eu vou ver com o seu avô, porque é ele que está organizando, mas... Poxa...aí fica difícil, né Má.
- (cara de paisagem)
Ele se vai e eu fico com uma mistura de espanto e gratificação. Há tempos não o via, não recebia nada, não conversava. É bom? É ruim? Nem sei.
Passado esse episódio, me vem a mulher que trabalha comigo dizendo que sou muito "marrentinha", que devo ir no rodízio de carne (ela ouviu minha conversa com ele), que não é porque sou vegetariana que tenho de mobilizar toda família a um outro lugar. Fiz questão de não absorver o significado daquela frase. Por acaso ela sabia da história com minha família paterna? Ela falava isso porque gostaria muito de ser chamada para ir a uma churrascaria! Mas é mais ou menos como se eu e outras pessoas com o mesmo hábito alimentar chamassemos um carnivoríssimo para ir a um restaurante vegetariano. Seria no mínimo sem graça!
Bem, passados conflitos, volto a pensar "Já é meu aniversário!"
Chego em casa, ganho uns presentes, adoro! E tem a família reunida pra cantar parabéns! Oba! Agora sim, é meu aniversário!
Mas fui dormir pensando em quantas outras coisas me preocupei, em quantas outras pessoas gostaria de ter visto e falado no dia do meu aniversário. Que quase não me importei com o fato de estar naquela data querida, pois tinha que chegar ao trabalho pontualmente, tinha que pensar no ônibus que pegaria, me acalmar com as coisas inesperadas!
E quando vi, já era hoje.

domingo, 28 de setembro de 2008

Não têm vez


Ela via aquela menina todos os dias, moça bonita, de cabelos lisos e sempre maquiada. Com aparência de quem tem dinheiro para passar maquiagem mesmo em dia de chuva. Como era bonita! Daquelas que até as mulheres reparam, querem se espelhar. E Sônia não faria diferente.
Um dia, reservou um tempinho antes de sair para trabalhar, pra se "ajeitar" tal como a moça bonita. Tinha uma maquiagem barata encostada, só usava para festas. Pois a desencostou e atreveu-se a aplicar. Rímel, lápis, sombra, blush. Uma maquiagem trivial, que deu-lhe uma aparência melhor.
Andou três quarteirões para chegar no ponto de ônibus, dentro dele mais 30 minutos para chegar ao local de trabalho, onde fazia serviço braçal. Todos os dias pensava que sua professora tinha razão quando dizia que a 8ª série não era suficiente para se viver bem.
Chegou, trabalhou, voltou, 30 minutos, mais os três quarteirões.
Entrou em casa e avistou Cesar, seu marido, deitado no sofá.
- Que cara é essa?
- Cara de quê?
- Essa cara de palhaço borrado e cansado.
- Ai, não fala assim.
- Falo sim. O que fez?
- Passei maquiagem.
- Pra quê?
- Pra ficar mais bonita, ué.
- Bonita? Sônia, mulher pobre não tem vez. Você passa essa maquiagem na cara e logo sua andando até o ônibus. Escorre. E maquiagem não adianta. Pobre tem cara de pobre, e nenhum disfarce desmente isso. Porque gente como a gente não vai à academia, não tem as pernas feitas à mão, no máximo é torneada pelo subir e descer dessas escadas e limpar a casa onde você trabalha nos fins de semana. Nós temos a pele morena de sol, com manchas e sardas, temos cabelo que não amansa com qualquer creme ou ferro, e mesmo se amansar, é aquele cabelo sem vida e opaco por causa das químicas. Os peitos não são duros; o ônibus balança demais e a gravidade agradece. Nós temos olhos cansados, Sônia, assim como não temos nada do que a pessoa que te induziu a fazer isso tem.
- ... É.
- Vá tomar um banho, vá.
- Sim. O que vai querer para a janta?

sábado, 13 de setembro de 2008

cartinha


Prezado menino bonito;

Mal sabe que te escrevo. Todos os dias.

Você sempre passa, me olha, fala comigo, ah! Mal sabe..

Mal sabe que seu rosto é presente tanto antes, quanto depois de nosso encontro diário tão esperado (por mim), que faço outro caminho para andar contigo alguns metros. Bem, andávamos, pois agora pegamos a mesma condução.

Te escrevo diariamente, sabia? Pergunto como foi seu dia, se se lembra daquele dia, como está, se resolveu seus problemas; até te dou conselhos, mas você insiste em não ler. Justo as minhas, moço?

As minhas cartas de amor, que estão escritas nos meus olhos, você sequer vê.
Seguirei escrevendo, tenha certeza, suas cartas estão guardadas, pra quando me olhar.
Pegue ao menos um dos beijos que te mando;
Um abraço,

Te amo!